Intel ou AMD: qual fabricante têm as melhores opções de processadores


AMD ou Intel? Trata-se de uma das disputas mais antigas da indústria da tecnologia, tendo seu início em meados nos anos 1990 (ou até antes, se você considerar as “cópias” que a AMD fazia dos processadores da Intel nos anos 1970). Esse debate ganhou um novo capítulo em 2017 com a chegada da nova série de CPUs Ryzen da AMD, que promete reabilitar a marca diante do consumidor interessado em performance. No exame abaixo, vamos observar um retrato atual das duas marcas para saber quem oferece os melhores processadores.
Entretanto, é importante ter em mente que os novos Ryzen chegaram ao mercado há poucos dias e em apenas três modelos, contra os mais de 30 Kaby Lake da Intel.
Performance: Intel
A Intel ainda tem vantagem em performance, entretanto, o lançamento dos Ryzen promete diminuir consideravelmente a margem entre as duas marcas (Foto: Divulgação/Intel)A Intel ainda tem vantagem em performance, entretanto, o lançamento dos Ryzen promete diminuir consideravelmente a margem entre as duas marcas (Foto: Divulgação/Intel)
Na última década, a Intel assumiu com folga a liderança no mercado porque a diferença de performance em favor dos seus produtos, quando comparados aos AMD, apenas cresceu: as sucessivas gerações dos Core i foram ampliando a diferença em relação à concorrente a um ponto em que as CPUs da AMD se tornaram indicadas apenas para hardware muito específico.
Para você ter uma ideia, a comparação entre um quad-core Core i7 7700 (lançado em 2017) contra um octa-core FX 8350 (lançado em 2012), dois processadores que operam na casa dos 4 GHz, mostra que o produto da Intel atinge pontuação 55% melhor em testes de benchmark como o Geekbench.
A situação tende a mudar agora, com o lançamento dos novos processadores Ryzen da AMD. Mas, no momento, são apenas três Ryzen R7 disponíveis contra uma multidão de processadores da Intel, o que torna as comparações de desempenho um pouco injustas, já que a AMD ainda não tem alternativas intermediárias e de entrada atualizadas – algo que deve mudar só no segundo semestre, com as estreias dos Ryzen R3 e R5, além das novas APUs que usam a tecnologia desses processadores.
Variedade: Intel
Com um regime de lançamentos mais previsível ao longo dos últimos 10 anos, a Intel acumulou um portfólio mais robusto (Foto: Divulgação/Intel)Com um regime de lançamentos mais previsível ao longo dos últimos 10 anos, a Intel acumulou um portfólio mais robusto (Foto: Divulgação/Intel)
Em termos práticos, a Intel oferece maior variedade de processadores: há linhas como Celeron e Pentium para quem quer gastar pouco, os Core i3, i5 e i7 de diversas gerações (ainda é possível encontrar CPUs da quarta geração novas no mercado), isso tudo sem considerar os Xeon de alta performance e os Core i7 Extreme. Em geral, a Intel atualiza todas essas linhas anualmente, o que torna o seu portfólio bastante amplo e cheio de opções.
A AMD tem um comportamento diferente, sobretudo nos últimos anos, em virtude das dificuldades em competir com a Intel. Como você notou, no primeiro critério usamos um FX de 2012 para compará-lo a um i7 de 2017. Isso não foi descuido, ou algo intencional para prejudicar a AMD: a questão é que o regime de lançamento de novos produtos da marca acabou comprometido pela dificuldade em apresentar opções competitivas diante da Intel.
Outro problema é que a AMD dividia seu portfólio entre Sempron e Athlon, processadores de entrada, as APUs e os processadores FX. Ao contrário da Intel, essas famílias de processadores usavam soquetes diferentes, limitando muito o trânsito de quem investiu menos numa CPU, mas desejava trocá-la por uma mais poderosa com o tempo. Esse ponto fraco, mais uma vez, foi corrigido com os novos Ryzen e com as APUs Bristol Ridge: todos os novos processadores passam a usar o mesmo soquete AM4.
Tecnologias: empate
Os novos Ryzen corrigem deficiências tecnológicas da AMD e estabelecem paridade com os processadores da Intel (Foto: Divulgação/AMD)Os novos Ryzen corrigem deficiências tecnológicas da AMD e estabelecem paridade com os processadores da Intel (Foto: Divulgação/AMD)
Numa análise detida apenas aos processadores mais recentes das duas marcas, os Kaby Lake da Intel e os Ryzen da AMD, há uma grande equivalência de tecnologias: altas frequências, grande quantidade de núcleos, oferta de tecnologias como cache, Hyper Threading, turbo, suporte ao DDR4 e etc., equiparam a compatibilidade dos processadores de AMD e Intel com os padrões e interfaces mais recentes.
Preço: empate
Preço de lançamento dos Ryzen R7 é salgado (Foto: Divulgação/AMD)Preço de lançamento dos Ryzen R7 é salgado (Foto: Divulgação/AMD)
Um ponto forte da AMD historicamente sempre foi a capacidade de oferecer seus produtos a uma faixa de preço inferior à praticada pela Intel. Essa tendência não deixou de ser verdade mesmo nos tempos mais sombrios da última década: ainda que inferiores tecnicamente, os produtos da Advanced Micro Devices sempre são mais baratos. Mas, no momento, quem procura comprar os novos e badalados processadores da marca terá surpresas desagradáveis nesse departamento.

Os novos Ryzen da AMD já chegaram ao Brasil e seus preços, no entanto, são altos: o Ryzen R7 1800X é anunciado no país a R$ 2.300. Seu rival direto para comparação entre as opções da Intel é o Core i7 6700K, lançado em 2016, e disponível por R$ 1.500 no Brasil. O Ryzen R7 mais em conta é o 1700, que sai pelos mesmos R$ 1.500 do Intel.
Vamos aos números: o FX 8350, que citamos lá atrás, é um dos top de linha da geração FX de processadores da AMD e sai por R$ 699. O Core i7 7700 não sai por menos de R$ 1.200. Para ficar mais justo, vamos comparar com um processador contemporâneo, o FX 8350: Um Core i7 3770, de 2013, pode ser encontrado por R$ 1.100.
Isso não significa que a AMD perdeu a mão na arte de oferecer processadores mais baratos: no exterior, as diferenças de preço são grandes e motivaram a Intel em diminuir sensivelmente os valores para disputar espaço com a concorrente. Os preços altos dos Ryzen no Brasil podem ser reflexo do lançamento recente.

 
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