Finalmente, a AMD oficilizou a data de lançamento de sua nova linha de processadores Ryzen nesta quarta-feira (22). De acordo com a publicação do CanalTech, os chips chegam às lojas globalmente na próxima quinta-feira (2), e as pré-vendas já estão disponíveis.
Foi em um evento realizado pela AMD em dezembro que ouvimos detalhadamente pela primeira vez sobre sobre seus novos processadores baseados na nova microarquitetura Zen, e soubemos que eles receberiam o nome comercial de Ryzen (um trocadilho com "Zen" e o termo "Rise", que em inglês significaria "ascenção").
Agora os processadores já são realidade e chegarão logo aos primeiros usuários. São três chips de alta-performance anunciados para estrear a linha Ryzen 7, todos focados em usuários de alta demanda por computação.
Ou seja, os gamers, produtores de conteúdo e profissionais que exigem hardware mais "parrudo" devem ficar satisfeitos. E, claro, também já temos a confirmação dos preços para os novos chips, ao menos lá fora. Ainda não foram revelados os valores para o Brasil.
- Ryzen 7 1800X: o flagship da linha com oito núcleos, 16 threads e terá clock base de 3.6 GHz, com boost para 4.0 GHz. Chegará ao mercado por US$ 499 (ou cerca de R$ 1.545 na cotação atual, desconsiderando impostos)
- Ryzen 7 1700X: o chip intermediário da família com oito núcleos e 16 threads, mas com clock base de 3.4 GHz e boost de 3.8 GHz. Custará US$ 399 (ou R$ 1.235)
- Ryzen 7 1700: o chip de entrada da linha com oito núcleos e 16 threads, mas com clock base de 3.4 GHz e boost de 3.8 GHz.
Chegará por US$ 329 (ou R$ 1.020)
É válido notar que todos eles saem mais em conta do que os chips correspondentes da rival Intel.
Embora os preços específicos para o mercado brasileiro não tenham sido revelados, a empresa garante que a linha Ryzen 7 chegará rapidamente em todas regiões.
A AMD também revelou dados de testes de benchmark Cinebench R15 nT que mostram desempenhos de processamento de 9% a 46% superiores quando comparados aos SoCs equivalentes da Intel. Esse foco nas comparações com a rival visa deixar claro que um dos objetivos é acabar com a "folga" da Intel, que teve uma década de "pouca competição" no setor.
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Claro, para saber se essa promessa se tornará realidade ou não, será necessário algum tempo, até que os produtos cheguem às mãos dos usuários e também dependerá da resposta da Intel nos seus próximos lançamentos. Também ficará por conta dos testes dos usuários a capacidade real em diversos casos de uso.
Por exemplo, já foi dito que os processadores Ryzen podem alcançar até 5GHz no overclock sem resfriamento líquido. Porém, essa velocidade de clock foi alcançada em testes dos quais não se sabe nada a respeito quanto às condições do hardware e configurações. Os testes provavelmente foram realizados em uma amostra do processador, e muitas vezes essas amostras são diferentes do que chega ao mercado.
Ou seja, ainda levará algum tempo - mas não muito - até que resultados de uso reais comecem a aparecer.






